Operação no Rio investiga PMs suspeitos de colaborar com o Comando Vermelho
Apuração sobre tráfico de armas e drogas teve origem em uma apreensão de cocaína em 2023; três prisões foram informadas pela manhã.

Em resumo
A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou em 13 de outubro de 2026 uma operação contra um suposto esquema de tráfico de armas e drogas com participação de policiais militares e integrantes do Comando Vermelho. A ação cumpre mandados judiciais e apura fornecimento de informações privilegiadas e negociações ilegais.
Uma operação no Rio deflagrada nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, investiga a suspeita de colaboração de policiais militares com integrantes do Comando Vermelho em um esquema de tráfico de armas e drogas. A ação reúne a Polícia Civil, o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Militar.
Na atualização divulgada pela manhã, três pessoas haviam sido presas. Os mandados foram expedidos pela 16ª Vara Criminal da Capital. O número representa o balanço daquele momento e não deve ser confundido com um resultado definitivo de toda a operação.
O que a operação no Rio está investigando?
Segundo a investigação, agentes públicos teriam repassado informações privilegiadas a integrantes da facção e participado de negociações ilegais envolvendo armas, munições e acessórios. As suspeitas apontam para o uso da posição funcional para favorecer atividades criminosas.
Entre os denunciados está o policial militar Eric da Silva Lobato, apontado na apuração como participante do comércio ilegal de armamentos. A investigação também menciona pessoas que teriam atuado na logística do tráfico e na segurança de lideranças da organização.
Esses apontamentos são acusações e conclusões apresentadas pelos órgãos de investigação. Não equivalem a uma condenação judicial, e a responsabilidade individual de cada envolvido deve ser examinada no processo.
Como a investigação começou?
O caso teve origem na apreensão de cerca de 100 quilos de cocaína em outubro de 2023, na Avenida Brasil. Na ocasião, foram presos um policial militar e outro suspeito durante o transporte da droga.
Um dos agentes mencionados nas apurações, Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, foi morto em julho de 2026, em Jacarepaguá. A morte é objeto de uma investigação própria. A apuração do esquema de tráfico continuou e, segundo a polícia, permitiu identificar outros possíveis envolvidos.
Por que a suspeita de informação privilegiada é relevante?
Informações sobre operações policiais podem permitir que grupos criminosos antecipem ações de fiscalização. Por isso, apurar eventuais vazamentos é parte importante da investigação sobre a relação entre agentes públicos e organizações criminosas.
O cumprimento de mandados permite avançar na apuração, mas não encerra o caso. Os próximos desdobramentos dependem da análise das provas, das manifestações das defesas e das decisões da Justiça.
Até a atualização jornalística consultada, não havia manifestação das defesas dos citados. O relato disponível permite descrever as suspeitas e a ação policial, sem antecipar uma conclusão sobre culpa ou atribuir a todos os investigados a mesma conduta.
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