Agropecuária ocupa 15,5% da Amazônia, aponta levantamento
Mapeamento de 2025 também mostra expansão histórica da mineração no bioma.

Em resumo
Um levantamento divulgado em 14 de outubro de 2026 indica que a agropecuária ocupava 65,3 milhões de hectares da Amazônia ao fim de 2025, o equivalente a 15,5% do bioma. Pastagens respondiam pela maior parte dessa área. O estudo também mediu 440 mil hectares de mineração e chama atenção para a pressão do uso do solo perto de territórios preservados.
Os números do uso da terra
Da área de 65,3 milhões de hectares associada à agropecuária, 50,8 milhões eram pastagens, equivalentes a cerca de 12% da Amazônia. A agricultura ocupava 8,6 milhões de hectares, ou 2% do bioma, segundo os dados divulgados. As parcelas não precisam somar exatamente o total porque há outras classificações e arredondamentos.
O dado retrata 2025, embora a notícia tenha sido publicada em outubro de 2026. Essa diferença entre ano observado e data de divulgação importa: não se trata de uma medição instantânea da situação nesta quarta-feira. O mapeamento também destaca atividades próximas a áreas conservadas, o que pede análise territorial mais detalhada antes de atribuir causas a cada local.
A mineração na série histórica
A mineração foi identificada em 440 mil hectares em 2025. No início da série, há 41 anos, eram 32 mil hectares; a área atual é aproximadamente 14 vezes maior. Isso descreve a extensão mapeada, sem dizer que toda atividade tenha a mesma condição legal ou o mesmo impacto.
Os números ajudam a acompanhar a transformação do território e a orientar fiscalização e conservação. Uma comparação com a situação presente requer nova base de dados e metodologia equivalente. A existência de atividade agrícola perto de áreas protegidas, por si só, também não demonstra invasão de cada unidade.
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