Adriana Araújo critica fala de Eduarda Campopiano sobre feminicídio e lembra realidade da violência contra mulheres
Jornalista reagiu à declaração da deputada estadual eleita por São Paulo de que “feminicídio não existe”; crime está previsto expressamente na legislação brasileira.

Em resumo
A jornalista Adriana Araújo criticou declarações da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano sobre feminicídio durante participação na BandNews FM. Campopiano afirmou não considerar o feminicídio uma categoria específica. Desde 2024, porém, o feminicídio é definido pelo Código Penal brasileiro como crime autônomo, com pena básica de 20 a 40 anos.
Adriana Araújo critica declaração de Eduarda Campopiano sobre feminicídio
A jornalista Adriana Araújo criticou publicamente uma declaração da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) sobre feminicídio.
Durante participação na BandNews FM, Adriana se emocionou ao comentar o posicionamento da parlamentar, que declarou não acreditar que o feminicídio deva ser tratado como uma categoria específica.
A discussão ganhou repercussão após as eleições de 2026.
O que Eduarda Campopiano falou sobre feminicídio?
Campopiano declarou que “não acha que feminicídio seja algo que exista” e defendeu outra interpretação para crimes cometidos contra mulheres.
A deputada se apresenta politicamente como antifeminista e já manifestou críticas à utilização dessa categoria penal.
O que Adriana Araújo respondeu?
A jornalista classificou a declaração como grave e relacionou sua crítica aos episódios de violência enfrentados por mulheres no Brasil.
Adriana também defendeu o feminismo como uma busca por igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.
Feminicídio existe na legislação brasileira?
Sim.
Independentemente do debate político sobre a nomenclatura ou a política criminal, feminicídio é uma categoria jurídica prevista expressamente no Código Penal brasileiro.
A Lei nº 14.994, de 9 de outubro de 2024, transformou o feminicídio em crime autônomo.
Qual é a pena para feminicídio?
A legislação estabelece pena básica de 20 a 40 anos de reclusão.
O Código Penal considera feminicídio o ato de matar uma mulher por razões relacionadas à condição do sexo feminino.
Quando a lei considera que há razões da condição do sexo feminino?
A legislação cita especificamente situações envolvendo:
- violência doméstica e familiar;
- menosprezo à condição de mulher;
- discriminação à condição de mulher.
Pena pode aumentar em determinadas circunstâncias
A legislação prevê agravantes, incluindo casos envolvendo gravidez, crianças ou adolescentes que presenciem o crime e descumprimento de medidas protetivas.
Quem é Eduarda Campopiano?
Campopiano tem 23 anos e foi eleita deputada estadual por São Paulo nas eleições de 2026.
Ela recebeu 1.956.238 votos, tornando-se a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa paulista no pleito.
Adriana questionou os eleitores da deputada
Durante sua manifestação, Adriana também direcionou uma reflexão às pessoas que votaram em Campopiano.
A jornalista questionou se os quase dois milhões de eleitores concordavam com a posição manifestada pela parlamentar sobre feminicídio.
Discussão envolve política e definição jurídica
É possível haver debate político sobre a criação de tipos penais, punições ou políticas públicas.
Entretanto, do ponto de vista jurídico atual, a existência do crime de feminicídio no Brasil não é uma questão de opinião: ele está previsto em lei federal.
O debate levantado pelas declarações de Campopiano envolve, portanto, se essa classificação deveria ou não existir — e não se ela atualmente faz parte da legislação.
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